Necessidade e oportunidades são as palavras escolhidas pelo CEO para explicar a decisão de demitir

A CVC Corp negou qualquer movimento relacionado à venda ou fragmentação de sua operação. Em entrevista concedida à PANROTAS nesta sexta-feira, 15 de maio, o CEO do grupo, Fábio Mader, afirmou que as recentes demissões — que atingiram cerca de 100 colaboradores, incluindo profissionais em cargos de liderança — fazem parte de um processo interno de reestruturação e aumento de eficiência operacional.

Segundo o executivo, não houve qualquer proposta formal da Decolar para aquisição da empresa. Mader ressaltou ainda que, caso existisse uma negociação dessa natureza, haveria obrigatoriedade de comunicação oficial à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

As mudanças anunciadas envolvem diferentes áreas estratégicas da companhia, incluindo os setores Comercial, Marketing e Tecnologia. O objetivo, de acordo com a direção da empresa, é tornar a operação mais ágil, competitiva e preparada para enfrentar os desafios atuais do mercado, como o aumento dos custos do transporte aéreo, tensões geopolíticas que impactam hubs internacionais, além do cenário econômico marcado por juros elevados.

“Temos essa necessidade de cortar custos, e não é só a CVC Corp, todo o Turismo, todas as empresas da indústria estão sendo impactadas pela alta de preços do petróleo e as consequências da guerra no Irã, mas também vimos oportunidades de fazer essa redução com aumento de eficiência e rapidez, algo que franqueados e clientes já pediam”, explica ele.
Fábio mader

O processo de reestruturação interna da CVC Corp, voltado à redução de custos e aumento de eficiência operacional, foi oficialmente concluído. Segundo a companhia, a nova estrutura organizacional já está em funcionamento, restando apenas a definição do novo diretor de Marketing.

Como parte das mudanças, três vice-presidências foram extintas. A reorganização ocorreu por meio da unificação de funções e da promoção de lideranças estratégicas para cargos de diretoria. Na área anteriormente comandada pela vice-presidência de Produtos e Sourcing, Fábio Mader optou por encerrar a divisão e redistribuir as operações entre Renata Cenni (Internacional), Claiton Armelin (Nacional e Atividades) e Renzo Mello (Marítimo e Aéreo).

A nova configuração segue um modelo semelhante ao adotado durante a gestão de Luiz Falco, período em que Mader atuava no segmento aéreo, Claiton no mercado nacional e Sylvio Ferraz na área internacional.

De acordo com Mader, a companhia passou de sete para nove reportes diretos à presidência, porém com uma estrutura considerada mais enxuta, econômica e ágil. O executivo destacou ainda que a empresa já possuía profissionais preparados para assumir áreas estratégicas, permitindo a integração e otimização de cargos.

A diretora de Gestão e Pessoas, Renata Gianotti, liderou o desenvolvimento inicial do projeto de reorganização, que, segundo a empresa, foi concluído nesta etapa com foco em eficiência operacional e maior velocidade na tomada de decisões.

O CEO da CVC Corp, Fábio Mader, afirmou que a empresa não divulgará publicamente a meta financeira relacionada ao plano de redução de custos. No entanto, segundo ele, os resultados das medidas adotadas deverão ser percebidos nos próximos meses, principalmente nas áreas de Tecnologia, Comercial e Marketing.

De acordo com o executivo, a companhia adotou uma política rigorosa de revisão de despesas em todos os setores, acompanhando um movimento já observado em grande parte da indústria do Turismo. Mader destacou que o aumento global dos custos operacionais, impulsionado pelas tensões geopolíticas e pelos impactos da guerra no Irã, vem exigindo respostas estratégicas de diversas empresas do segmento.

Nesse contexto, a CVC Corp decidiu transformar o cenário de pressão econômica em uma oportunidade para modernizar sua estrutura interna, tornando a operação mais enxuta, eficiente e ágil.

O executivo também classificou o processo de reestruturação como um momento difícil para a companhia, especialmente pelas mudanças envolvendo colaboradores. Segundo ele, as decisões foram conduzidas com cautela, respeito e sensibilidade, mas eram necessárias para preparar a empresa para um novo ciclo operacional mais competitivo e sustentável.